O futuro permanece incerto e imprevisível. Como diz Morin, o novo não pode ser previsto, senão não seria o novo, portanto:
é preciso ensinar princípios de estratégia que permitiriam enfrentar os imprevistos, o inesperado e a incerteza e modificar seu desenvolvimento, em virtude das informações adquiridas ao longo do tempo.
Se a história não representa uma evolução linear, antes é constitui a sobreposição de devenires que se entrechocam com imprevistos, incertezas, complexo de ordem, desordem e organização, acasos e determinismos, é preciso, então, uma educação voltada para as incertezas.
Porém, é a certeza do conhecimento o habitat das piores ilusões, que ignora o fato de que
o conhecimento é a navegação em um oceano de incertezas, entre arquipélagos de certezas.
É vital que se saiba adotar uma estratégia capaz de atentar-se para o inesperado e trabalhar pelo improvável.
Embora as nossas crenças, teorias e ideias não têm estrutura para receber o novo, o inesperado surpreende-nos, ele brota sem parar, e não temos condições de prever como se apresentará, mas apenas esperar sua chegado. E, nessa hora, é vital que sejamos capaz de rever nossas teorias e ideias, em vez de simplesmente deixar o novo entrar à força na velha estrutura mental incapaz de recebê-lo.
É preciso uma atenção redobrada e a permanente desconfiança dos produtos ideais da nossa mente. Nossas teorias necessitam abandonar o preconceito, a estrutura rígida e fechada (da certeza), ou seja, necessitamos civilizar nossas teorias e implantar, na base da estratégia, um paradigma que permita o conhecimento complexo.
Quanto sofrimentos e desorientações foram causados por erros e ilusões ao longo da história humana, e de maneira aterradora, no seculo XX!



